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BRASIL, Homem, autor de "51 Mendicantos" (Ed. Éblis)



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Poesia e outras bobagens
 


bobagem 580: vestais



Escrito por Paulo de Toledo às 09:01:34 PM
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bobagem 579: camisa

Meu camarada Cândido Rolim acaba de publicar seu livro de poemas Camisa Qual pela melhor editora do Brasil, a desbravadora Éblis.

O Cândido é um poeta que cria longas frases em que os vocábulos, a despeito de serem de uso rotineiro, provocam no leitor a sensação de estar lendo uma língua que ele não domina muito bem ou que simplesmente ignora.

Procurem o livro do Cândido e experimentem a aventura de adentrar num universo verbal estranhamente estimulante.

E, como amostra grátis, um dos poemas mais legais do livro.

 

 

SERMÃO PARA DISTRIBUIÇÃO ANÁRQUICA

 

não importa seja

este um espaço não

compartilhado do pensamento ou

isso pareça uma atitude nada humana

ou importa

 

se todas as combinações

estão sendo rastreadas e

o meu silêncio dado como suspeito

 

faço questão de articular

cada vez mais essa matéria

impenetrável de pouco

ou nenhum valor

calórico



Escrito por Paulo de Toledo às 09:15:15 PM
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bobagem 578: Pedro Xisto

Caros, escrevi sobre o poeta Pedro Xisto aqui:

 
Boa leitura!


Escrito por Paulo de Toledo às 04:36:39 PM
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bobagem 577: vu



Escrito por Paulo de Toledo às 09:49:17 AM
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bobagem 576: dicas de leitura

Luci Collin: Vozes num divertimento, Travessa dos Editores, Curitiba

 

Fabiano Calixto: Sangüínea, Editora 34, São Paulo

 

Há pouco tempo, a Luci e o Calixto me presentearam com seus livros.

O da Luci é de prosa, uma prosa bem diferente, nada do naturalismo chatinho que grassa por aí.

O do Calixto é de poesia. Recomendo o poema “Obituário literário com figuras de gatos e ratos”. Os últimos versos são assim:

 

de um pulo a outro salto, uma gangue

de gatos retalha a noite com sangue

 

de restos de ratos que das tripas, as tropas

de versos, vazam as mais soberbas sopas.

 

Procurem por eles e boa leitura.



Escrito por Paulo de Toledo às 08:36:39 PM
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bobagem 575: genitália



Escrito por Paulo de Toledo às 11:56:32 PM
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bobagem 574: meu blog no cronópios

http://www.cronopios.com.br/blogdotexto/blog.asp?id=3358

Escrito por Paulo de Toledo às 11:45:09 AM
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bobagem 573: dna



Escrito por Paulo de Toledo às 10:19:58 AM
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bobagem 572: dói

um doido e doído
sentimento ora me corrói
dele só rio quando dói


Escrito por Paulo de Toledo às 04:32:56 PM
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bobagem 571: em homenagem à "lei seca"



Escrito por Paulo de Toledo às 10:59:00 AM
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bobagem 570: cala



Escrito por Paulo de Toledo às 02:54:50 PM
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bobagem 569: eblisianos

A editora Éblis acaba de publicar mais dois livros, Camisa Qual, de Cândido Rolim e Passeios na Floresta, de Ademir Demarchi.

Como o livro do Cândido ainda não chegou nas minhas mãos, transcrevo aqui um poema do meu camarada Ademir que tem tudo a ver com este medium pelo qual nos comunicamos.

 

 

oriente próximo

 

após a senha a sanha do provedor vizir

e suas mônadas páginas nômades

o deserto eternamente móvel

eletroniza-se nos grãos/bits de areia

miragens informacionais

dunas moventes de dados gélidos

oásis-sites

cameloe-mails

cimitarras in time

incensos tolos

vestais virtuais

e sedutores portais

 

 

Acessem o site da Éblis e comprem os livros. Tirem o escorpião do bolso!

Comprar livro na Éblis é mais barato que uma noitada de cerveja e muito muito muito mais barato do que uma assinatura de TV a cabo.

Viva a Éblis!



Escrito por Paulo de Toledo às 02:41:21 PM
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bobagem 568: caidinhas



Escrito por Paulo de Toledo às 09:37:02 AM
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bobagem 569: antonio cicero e o fim do experimento

Quer saber sobre o fim do experimento?


Escrito por Paulo de Toledo às 11:30:18 PM
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bobagem 568: + 2 lançamentos éblis

Editora Éblis: 1 ano e 5 títulos de muita poesia

Visitem o site e confiram as novidades: http://editoraeblis.blogspot.com/









Escrito por Paulo de Toledo às 10:37:54 AM
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bobagem 567: arvore



Escrito por Paulo de Toledo às 08:36:51 PM
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bobagem 566: haicuasi



Escrito por Paulo de Toledo às 12:29:51 AM
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bobagem 565: bloomsday

bloombloom

paticumbloom

prugurumbloom



Escrito por Paulo de Toledo às 04:24:28 PM
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bobagem 564: viajando no caos

A linguagem verbal da não-poesia foi criada para organizar o caos do mundo.
Mas, quando a linguagem verbal da não-poesia transforma-se em mais um objeto no caos do mundo, ela perde seu poder organizador (por isso é que as pessoas falam e escrevem sem parar... mas o caos sempre vence).
A poesia, feita também da mesma linguagem verbal da não-poesia, também é feita para organizar o mundo.
Mas, diferentemente da linguagem verbal da não-poesia, a poesia não se confunde com o caos do mundo por ser um objeto inconfundível. 
E por que inconfundível?
Porque a não-poesia é como a fala que, quando se confunde com o ar, desaparece ("palavras, o vento leva"); e a poesia é como uma escrita — gravada em pedra ou em bronze — que, imutável, se perpetua como um eco infinito de si mesma (ainda que impressa na água ou sussurrada em meio à balbúrdia caótica de uma multidão de idiotas).


Escrito por Paulo de Toledo às 06:23:23 PM
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bobagem 563: salve! salve!



Escrito por Paulo de Toledo às 11:11:19 AM
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